April 29
"Eu prefiro ser vista como louca,
ao oposto de ser reconhecida como normal.
Eu prefiro ser vista como uma insignificante
a receber falsos afetos.
Eu prefiro ser vista como uma perturbação,
do que ser passada por santa.
Eu prefiro ser vista como otária,
ao invés de você conhecer a minha sabedoria.
Eu prefiro que me veja da maneira que deseja,
ao invés de saber a essência do que realmente sou.
Prazer, assim sou eu!".
29.04.2008
* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!
Graciele Gessner
Publicado no Recanto das Letras em 29/04/2008
Código do texto: T967822
Nada é mais sensível
Susceptível e flexível
Que o coração do poeta.
Quando tudo parece terrível,
A aurora nos presenteia
Com sua poesia e alegria.
Tudo é permitido!
Sua poesia constrói sonhos...
Tudo pode! Nada é proibido!
Por onde navegam os amores
E 'trocentas' milhões de dores.
Muito mais que legiões de Maria
Se vestem... se despem de fantasias
Sofrem sem ter uma só companhia.
Os lençóis da cama onde se inflamam...
Cheiro de cio no ar... gritam ausências
Dessas almas povoadas e iluminadas
Atiçadas se insinuam em infinito ardor
Nos calorosos ninhos de amor.
Frágeis, delicadas e poderosas...
Que se vêem a sós desconsoladas
Porque lhes falta a pessoa amada.
Aí a alma voa e sobrevoa...
Através dos versos proferidos ao vento.
Como uma gaivota faminta... mira!
E se atira ao encontro da caça
Como nova possível esperança.
Solta o seu mergulho transmutado
Em águia que vislumbra a presa
Na boca o canto maldito da fome.
Faminta dos beijos envolventes,
Os desejos descontrolados e ardentes.
De um beijo...um cheiro...um abraço
Mendigo na busca das pobres migalhas...
Vira fera com a sofreguidão das esperas.
Quão é dolorida, triste e amarga...
Pelos maltratos ao desprovido coração,
Descuidado pela terrível solidão.
Quer o alimento do amor dos seus sonhos
E quando vislumbra lá do mar profundo
Uma sereia que saltita o rabo rebolando
Num saracotear de vai-e-vem
Pedindo que a siga para onde estiver nadando.
Enlouquece ao ver que ela não aquece
A volúpia que corrói às suas entranhas
É porque a musa também vira gaivota...
Igual os desejos transpostos pelo poeta.
E aí é um Deus nos acuda...de vontades
Tesão...desejos...excitação...anseios
Há o choque de dois bicos sedentos
Vontades que ultrapassam os limites
Em estado de entrechoques carentes.
Assim caminham as almas dos poetas
Sofrem..almejam...gritam...solfejam
As suas sensibilidades solitárias
Entregues à dor da própria sorte
Duo: Graci/Hilde.
* Poesia de Graciele Gessner e Hildebrando Menezes *
Veja o poema em vídeo:
http://br.youtube.com/watch?v=8-2E8RYMkCc
* Edição e Montagem: Enise. *
-- 28.04.2008 --
April 26
Rir da vida insana.
Rir do que já foi...
Rir do que já poderia ter sido.
Rir do que a vida nos presenteia.
Rir do sol a cada alvorecer.
Rir da alma desnuda.
Rir do que nos parece sem noção.
Rir da liberdade camuflada.
Rir do conteúdo sem inspiração.
Rir do que a imagem tenta transparecer.
Rir do que muitos se fazem de cegos.
Rir da hipocrisia dos infelizes.
Rir, apenas rir sem limite,
Com a satisfação da missão cumprida.
Rir dos que pensam que sabem.
Rir do controle que nos aprisiona.
Rir da vida que escolhemos.
Rir do destino que cultivamos.
Apenas a vontade louca de rir.
Rir ao amar, ou pelo menos tentar.
Rir pelo que você conquista.
Rir e vibrar por tudo insignificante.
Ria desta vida maluca!
21.04.2008
* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!
Graciele Gessner
Publicado no Recanto das Letras em 21/04/2008
Código do texto: T955372